quarta-feira, 8 de julho de 2009

2009 - 50 anos do Movimento dos Focolares no Brasil


Este é o ano da comemoração dos 50 anos da chegada oficial do Movimento dos Focolares no Brasil.
Ginetta Calliari, Violetta Sartori, Ada Ungaro (Fiore), Mariza Cerini, Marco Tecilla (o primeiro focolarino), Enzo Morandi (Volo), Rino Chiapperin e Giovanni Buselatto (Gianni), no dia 26 de outubro de 1959, partiram de Gênova e atracaram no porto de Recife no dia 5 de novembro para aqui se estabelecerem. Com eles seria aberto o primeiro focolare feminino e o primeiro focolare masculino fora da Europa (focolares são comunidades masculinas e femininas de leigos consagrados).
No ano anterior, 1958, três focolarinos - Marco Tecilla, Lia Brunet e Ada Ungaro - já tinham vindo ao Brasil e à Argentina, com o intuito de entender onde Deus queria que o Movimento dos Focolares iniciasse nessas terras. E Deus quis que, no Brasil, tudo começasse em Recife!
Eis as principais etapas da história dos Focolares no Brasil (extraído da revista Cidade Nova, julho 2009,nº7, págs 16 e 17 - www.cidadenova.org.br):

1958 - Chegada ao Brasil dos primeiros números de Cidade Nova
- Primeira visita dos focolarinos Lia Brunet, Ada Ungaro e Marco Tecilla

1959 - Chegada dos focolarinos que abririam, em Recife, os primeiros focolares fora da Europa

1961 - Primeira visita de Chiara Lubich a Recife, onde se estabeleceram os dois focolares

1962 - Abertura do primeiro focolare da região Sudeste, em São Paulo
- Fundação da Editora Cidade Nova brasileira, em São Paulo

1964 - Segunda visita de Chiara Lubich ao Brasil

1965 - Terceira visita de Chiara Lubich ao Brasil
- Aquisição do terreno no qual foi construído o primeiro centro de formação dos membros do Movimento dos Focolares (Centro Mariápolis) em Igarassu (PE)
- Abertura do primeiro focolare da região Norte, em Belém (PA)

1966 - Quarta visita de Chiara Lubich ao Brasil
- Inauguração do Centro Mariápolis (centro de formação do Movimento dos Focolares) do Nordeste, Igarassu (PE)

1967 - Aquisição do terreno para a construção da Mariápolis Araceli

1969 - Início a construção da Mariápolis Araceli

1991 - Quinta visita de Chiara Lubich ao Brasil
- Lançamento da Economia de Comunhão na Liberdade

1998
- Sexta visita de Chiara Lubich ao Brasil, durante o qual recebeu diversos reconhecimentos de instituições acadêmicas e políticas
- Inauguração do Polo Empresarial Spartaco no município de Cotia (SP), próximo à Mariápolis Araceli
- Durante sua visita ao Brasil, Chiara Lubich funda as "inundações", ramificação do Movimento dos Focolares, que reúne estudiosos das mais diversas áreas que procuram estudar a incidência do Carisma da Unidade no campo do saber
- Chiara Lubich recebe - na embaixada do Brasil no Vaticano - a Ordem do Cruzeiro do Sul

2001
- Falecimento de Ginetta Calliari
- Em sua homenagem, a Mariápolis Araceli passa a se chamar Mariápolis Ginetta
- Fundação do Movimento Político pela Unidade no Brasil

2007 - Início do Processo de Beatificação e Canonização de Ginetta Calliari
- Inauguração do Polo Empresarial Ginetta, em Igarassu, próximo a Recife (PE)

2008 - Falecimento de Chiara Lubich

2009 - Inauguração do Polo Empresarial François Neveux, próximo à Mariápolis Glória, em Benevides (PA)

- Comemoração dos 50 anos da chegada ao Brasil do Movimento dos Focolares.
Um evento em Recife, com a presença de 5 mil pessoas, marcou o início das festividades, também assinalada em Porto Alegre no início do mês. Para o Sudeste, Centro-Oeste do país e Manaus, haverá, na cidade paulista de Sumaré, nas cercanias de Campinas, um evento nos dias 24, 25 e 26 de julho.

terça-feira, 30 de junho de 2009

TRIBUNAL DA CAUSA DE BEATIFICAÇÃO DE GINETTA CALLIARI


O trabalho do Tribunal pela Causa de Beatificação de Ginetta prossegue. Até hoje, 59 testemunhas já foram ouvidas.
Em julho de 2008, os padres do Tribunal foram a Brasília e Recife a fim de ouvirem o depoimento de várias pessoas que conheceram Ginetta nos primórdios do Movimento dos Focolares no Brasil. Além disso, por um pedido de Dom Ercílio Turco feita a Dom Giuseppe Matarrese (bispo de Frascati, Itália), instalou-se naquela diocese italiana um Tribunal Rogatorial, para recolher depoimentos de várias pessoas residentes ali, que conheceram Ginetta.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ARQUIVO DO CENTRO GINETTA CALLIARI

Com a abertura do processo de beatificação de Ginetta Calliari, em 8 de março de 2007, teve início, oficialmente, o arquivo do rico material sobre sua vida. O acervo compreende um número muito grande de documentos existentes, que é uma ampla fonte de informação para o processo, além de ser um registro histórico sobre o Movimento dos Focolares no Brasil. A estruturação do arquivo está em andamento e prevê a seguinte catalogação dos documentos:
• correspondência pessoal de Ginetta e para Ginetta;
• declarações ou testemunhos escritos e assinados sobre Ginetta;
• documentos pessoais de Ginetta (documentos religiosos, civis, documentos relativos à saúde, etc.);
• fotos;
• gravações em áudio e vídeo;
• relatos de graças recebidas por intercessão de Ginetta (até o momento, o Centro recebeu 200 relatos escritos, mas têm-se notícia de muitos outros);
• manuscritos de Ginetta (diários, anotações para suas palestras nos vários encontros, etc.);
• publicações sobre Ginetta (livros, entrevistas, artigos em jornais, revistas e internet, entrevistas na TV);
• homenagens a Ginetta;
• objetos de uso pessoal que pertenceram a Ginetta.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"Ela foi uma inesquecível mestra de vida para nós, sacerdotes e religiosos".


Conhecer Ginetta foi uma graça especial em minha vida. Ela foi uma inesquecível mestra de vida para nós, sacerdotes e religiosos. Formou gerações de sacerdotes e bispos para o Brasil. Ensinou-nos, na sua simplicidade e serenidade, durante nossos encontros no Centro Mariápolis ou nas Mariápolis , como sermos cristãos, antes de sermos sacerdotes ou religiosos.
As experiências de vivência cristã que nos comunicou nos encontros, seu modo de viver radicalmente a fé, a confiança em Deus de deixar-se guiar momento por momento pela vontade Dele, isso e tudo o mais produziram em nós um impacto profundo e se tornaram para nós um convite a uma nova conversão. Foi um impulso para “nos desclericalizarmos” e vivermos o nosso “ser padre” num estilo de sacerdócio mariano, na simplicidade de Jesus, em unidade com nossos irmãos sacerdotes. Sua fidelidade a Chiara, vivida com escrupulosidade absoluta, mostrou para nós um caminho seguro para viver, em todo o momento, a vontade de Deus.

Ela nos ajudou a perder o medo da cruz, do sofrimento, já que ela teve uma prática de muitos anos de encontrar e festejar Jesus Abandonado, seu esposo, em cada dificuldade, sofrimento ou surpresa desagradável.
Ginetta viveu a espiritualidade da unidade de uma maneira muito concreta, interessando-se vivamente pelas necessidades e problemas de cada um de nós e de cada comunidade religiosa. Colocava também essa intenção em sua oração pessoal. Sou-lhe muito grato por tudo o que ela fez por mim e pela minha comunidade religiosa! Agradeço a Deus por te tido ocasião de viver alguns momentos da minha vida perto de Ginetta. Tento seguir seu exemplo e peço sua intercessão junto a Deus.
Padre J.S. (religioso)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

MEMORIAL GINETTA CALLIARI


A primeira casa da Mariápolis, onde Ginetta viveu quando ali chegou, em 1969, abriga atualmente o “Memorial Ginetta Calliari”, que foi inaugurado por ocasião do Simpósio de 8 de março de 2008.


Não poderia haver lugar mais signifi-cativo para um Memorial de Ginetta, onde fossem recolhidas suas fotos, escritos e objetos que lhe pertenceram – poucos, na verdade, uma vez que, na espiritualidade do Movimento, a comunhão dos bens materiais impele a doar continuamente aos irmãos o que eventualmente se tem a mais.

Já passaram por ali mais de duas mil pessoas.

Entre elas assinalamos um grupo de bispos, um grupo de gen4 (as crianças do Movimento dos Focolares) e Eli Folonari, focolarina que viveu ao lado de Chiara por mais de cinqüenta anos.

Eli deixou um registro no livro de visitas: “Que Ginetta, do Céu, nos transmita sua decisão de viver o Evangelho com fé e sua unidade fiel a Chiara, para construir e desenvolver a Obra de Maria! Obrigada, Ginetta”.

terça-feira, 19 de maio de 2009

DVD de Ginetta Calliari

Trecho de uma palestra de Ginetta Calliari proferida no Centro Mariápolis, local de encontros e congressos da Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista, SP, Brasil

video

Contato para adquirir este dvd:cginetta@terra.com.br

segunda-feira, 18 de maio de 2009

GISELLA CALLIARI - irmã mais nova de Ginetta

(Foto: Gisella e Ginetta)

Mariápolis Araceli, 10 de março de 2001

Minha irmã Ginetta, que era mais velha do que eu dois anos, nasceu em Trento, em 15 de outubro de 1918, numa família correta, sadia e de fé profunda.
Desde pequenas, éramos muito unidas, inclusive nas travessuras de criança.
Mais tarde, conseguimos juntas um emprego numa empresa perto de Veneza, cujos proprietários nos consideravam filhas e cogitavam fazer-nos, um dia, herdeiras de tudo.
Recordo, daquele tempo, nosso sofrimento quando constatamos as desigualdades sociais em relação aos camponeses e aos empregados.
Um dia, recebemos um cartão postal de uma amiga de Trento que falava de Deus como aquele que vale mais do que tudo. Foi como um chamado de Dele. Decidimos deixar tudo (preparando-nos às escondidas, para que não nos impedissem) e voltamos a Trento. Alguns dias depois, as bombas interromperam aquela estrada...
Na primavera de 1944, aconteceu nosso encontro com Chiara. Nossa adesão foi imediata e total. Ginetta logo ficou com Chiara no primeiro focolare, da praça Cappuccini.
Mais tarde, em 1948, quando Chiara foi para Roma, ela confiou Trento a Ginetta, De lá, o Ideal se espalhou pelas cidades vizinhas: Veneza, Pádua; em seguida, Milão, Turim e todo o norte da Itália.
Ginetta ia a essas cidades, amava, falava e conquistava pessoas; surgiam focolarinas, focolarinos, comunidades inteiras.
Chiara recorda o nascimento da primeira comunhão dos bens, ainda na comunidade de Trento

quinta-feira, 14 de maio de 2009

LIVIA CALLIARI - irmã mais velha de Ginetta

(Foto: Ginetta com suas duas irmãs, Livia e Gisella)

Depoimento realizado em Trento, no dia 2 de agosto de 2004

A lembrança que tenho de minha irmã Ginetta é que, desde pequena, ela era sensível à religião, e nossa mãe ficava orgulhosa de a filha se assemelhar tanto a ela. Descobri que Ginetta, quando tinha 14-15 anos, usava cilício, e pedi explicações. Ela respondeu que era uma coisa que dizia respeito somente a ela! Lembro-me de que era exata em tudo, e as coisas tinham de ser como ela dizia. Era inteligente e, no estudo, tirava sempre notas boas. Depois de seu encontro com Chiara, ela mudou muito: era mais ordenada, obediente, dócil e sempre disposta a ajudar.
No início, nossa mãe não ficou nada feliz e tinha muitas dúvidas a respeito das escolhas de Ginetta. Na mentalidade dela, uma filha só saía de casa a fim de se casar ou entrar para o convento. Mas, ao ver o novo comportamento da filha e o que era esse novo Movimento nascente, ela entendeu tudo e até dizia que, se tivesse nascido novamente, teria feito o mesmo que Ginetta e Gis (a irmã mais nova, ndt).
Meu relacionamento com Ginetta sempre foi ótimo e baseado na verdade. Às vezes, o jeito dela era tão forte que me intimidava. Mas, ultimamente, quando me encontrava com ela, era ainda mais bonito, era como se ela fizesse uma surpresa após a outra. Tinha uma gentileza toda especial, refinada, no modo de acolher, de servir e de amar com o coração. Era sempre a primeira a chegar, frequentemente com algum presentinho, a cada vez adivinhando aquilo que me deixava contente, e isso me dava uma grande alegria.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Cronologia da vida de Ginetta Calliari

15.10.1918 Nascimento de Ginetta (Luigia) Calliari, em Trento, Itália.
16.06.1933 Morte do pai, Giovanni Calliari.
1944 Entre março e junho, encontro de Ginetta com Chiara Lubich.
1949 Abertura do focolare em Roma: Ginetta substitui Chiara Lubich em Trento.
11.02.1952 Morte da mãe, Fortunata Furlan.
26.10.1959 Partida de Ginetta e outras três focolarinas e quatro focolarinos, de Gênova (Itália) com destino ao Brasil, a fim de abrirem os primeiros focolares no continente americano.
05.11.1959 Desembarque no Recife do primeiro grupo de focolarinas e focolarinos para a abertura dos focolares.
1964 Viagem de Ginetta a São Paulo e abertura do focolare feminino, no bairro do Brás.
1965-1981 Visita de Ginetta a muitas comunidades espalhadas pelo Brasil e abertura de focolares femininos em capitais de vários Estados. .
1966 Início da construção do Centro Mariápolis do Recife.

1969 Início da construção da Mariápolis Araceli (hoje Mariápolis Ginetta, foto abaixo), em Vargem Grande Paulista, onde Ginetta passa a morar.

03.1982 Ginetta sofre um enfarto do miocárdio, tendo que permanecer por um longo período em convalescença.
29.05.1991 Lançamento, por parte de Chiara Lubich, do Projeto Economia de Comunhão, na Mariápolis Araceli.
06. 1996 Ginetta é submetida a uma cirurgia do coração com colocação de pontes de safena
02.1997 Ginetta é submetida a uma cirurgia para colocação de prótese no fêmur por problemas de artrose.

03.05.1998 O “sim dos onze mil”: Ginetta convida os milhares de membros do Movimento reunidos no ginásio do Ibirapuera, São Paulo, a abraçarem Jesus na cruz representado pelo sofrimento da impossibilidade de um encontro deles com Chiara.
07.05.1998 Leitura, por parte de Ginetta, em nome de Chiara Lubich, do discurso sobre “O Movimento dos focolares nos seus aspectos políticos e sociais”, no Congresso Nacional, Brasília.
12.05.1998 Inauguração do Pólo Spartaco, da Economia de Comunhão, durante uma visita de Chiara à Mariápolis Araceli.
26.04.1998 Inauguração da Igreja de Jesus Eucaristia, com a presença de Chiara Lubich, na Mariápolis Araceli.
11-13.06.1999 Reunião do Bureau Internacional da Economia e do Trabalho na Mariápolis Araceli, que contou com a determinante contribuição de Ginetta para sua realização e fundação do Centro de Estudos, Pesquisa e documentação da EdC.
12.11.1999
Visita da Comissão Mista de Combate e Erradicação da Pobreza no Brasil, do Congresso Nacional.
2000 De janeiro a maio Ginetta é hospitalizada três vezes por causa de problemas cardíacos graves, chegando a estar à beira da morte.
08.03.2001 Ginetta conclui sua existência terrena no hospital Sírio Libanês de São Paulo onde foi urgentemente internada, no mesmo dia, por causa de uma repentina nova crise cardíaca. E seu corpo repousa no campo santo da Mariápolis Ginetta.

25.04.2001 Homenagem póstuma a ela da Câmara dos Deputados, Brasília.
2001 Homenagens das Assembléias Legislativas de 11 Estados e das Câmaras Municipais de 10 cidades brasileiras
25.06.2001 A Câmara Municipal de Sorocaba atribuiu a uma via pública o nome de Ginetta Calliari.
26.11.2001 A Câmara Municipal de vargem Grande Paulista oficializa o nome de Mariápolis Ginetta para o bairro onde a comunidade se localiza.
24.04.2002 A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo atribui o nome Ginetta Calliari a um viaduto em Osasco, por iniciativa do deputado Caldini Crespo.
23.04.2004 A Câmara Municipal de São Paulo confere a Ginetta o título de Cidadã Paulistana, in memoriam.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A PALAVRA DE DOM ERCÍLIO TURCO, BISPO DE OSASCO


PRONUNCIAMENTO DE D. ERCÍLIO TURCO, EM 2007, REFERINDO-SE AO PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO DE GINETTA CALLIARI.

Ao olharmos a história da Igreja, notamos o grande número de cristãos que viveram com convicção o amor e se santificaram exercendo-o no relacionamento com Deus e com os irmãos, em gestos concretos a serviço da vida e do Reino, como Madre Teresa de Calcutá e, em nossa pátria, a muito amada pelo povo Irmã Dulce, além do inesquecível Dom Hélder, ainda não declarados santos pela Igreja, mas verdadeiros exemplos de santidade.
Muitos vivem a santidade no dia-a-dia junto de nós, ainda vivos, nas comunidades e nos movimentos católicos, como Chiara.
Outros já partiram, como Ginetta conhecida por muitos. Tendo vivido tão perto de nós, deixou uma marca de santidade nos corações dos que se aproximaram dela.
Há também aqueles que viveram a fé e o amor no interior da Igreja, assumiram uma vida nova, ressuscitados porque convertidos, doaram sua vida a serviço dos outros e se transformaram em luzes que foram se consumindo como o círio pascal para que outros tivessem vida e vivessem abundantemente, e por isso a Igreja os declarou santos, modelos para todos nós.
Os santos viveram o essencial do Evangelho, o amor. O amor foi a marca de suas vidas, um amor que frutificou em vida, sentido de vida para os outros.
A missão dos cristãos é viver a santidade, confiança em Deus e amor filial e fraterno para serem luzes, sal e fermento na santificação dos irmãos e das realidades terrestres.

Não conheci pessoalmente Ginetta. As pessoas que conviveram com ela testemunham que sua vida era espelho de caridade, de fraternidade e de unidade, alguém cuja vida, presença e ação foi significativa para os cristãos e também para além dos horizontes cristãos. Ela viveu sua fé com grande intensidade, confiando plenamente em Deus, uma fé que frutificou para o bem dos irmãos e viveu o amor traduzindo-o em obras concretas que promoveram a fé, a vida e a unidade.





Diante disso concluí que seria possível começar, no momento propício – transcorrido o tempo previsto pela legislação da Igreja – os trabalhos para a beatificação e canonização de Ginetta, porque ela serve de exemplo não só para os membros do Movimento dos Focolares, mas também para toda sociedade.
Ginetta foi leiga. Sua vida mostra a todos os leigos e leigas que é possível amar, é possível viver a fé hoje e criar iniciativas que promovam a vida, a fé, a unidade e a paz.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Graças obtidas por intercessão de Ginetta:

UMA PROFESSORA: Visitando as casas das crianças da nossa escola, uma avó me contou: ‘Eu tinha marcado várias vezes uma cirurgia, mas não dava certo porque na hora a minha pressão subia muito e eu voltava para casa. Minha filha me sugeriu de pedir a intercessão de Ginetta, então passei a pedir a ela. Em seguida foi marcada a cirurgia e desta vez foi feita com sucesso. Contei a minha vizinha e ela também quis pedir um milagre a Ginetta. Ela tem desmaios quase diários e já faz quase um mês que ela não desmaia’.”

UMA MÃE: Acabei de me mudar para Caraguatatuba em função do meu filho ser atleta e ficar mais fácil. Tudo estava organizado, mas devido à mudança se antecipar, a situação econômica complicou, e fiquei sem nenhuma condição de pagar as dívidas. Somos só eu e este filho especial; meu marido está longe e a filha também. Imediatamente iniciei a novena de Ginetta. No oitavo dia o gerente do Banco do Brasil fez uma reformulação na minha conta e colocou exatamente o valor que me faltava, assim deu para pagar tudo.”

UM SENHOR: Eu conheci Ginetta pessoalmente em 2001, quase dois meses antes dela falecer. Estive na casa dela e tive a oportunidade de encontrar essa pessoa tão cheia de Deus. Aquilo me tocou bastante. Inclusive ela disse para os presentes que se tivesse de escolher um segundo nome, este seria ‘Recomeçar’. Era muito alegre, cantou conosco, depois quis abraçar cada um.
Coincidentemente, nesse período, a minha esposa, que tinha uma doença que a colocava em condições de nem conseguir andar, estava com uma cirurgia marcada. Como eu tinha conhecido a Ginetta e tinha visto aquela expressão divina nela, de uma pessoa já santa aqui na terra, não sei como nem porque, pensei: ‘Por que não pedir a cura de Miriam por intercessão Ginetta?’ Estava tão recente o falecimento de Ginetta e eu comecei a pedir em oração, primeiramente sozinho, depois com a minha esposa, justamente porque considerei o aprendizado recebido na Obra de Maria: ‘Onde dois ou mais estão reunidos em meu nome, Eu estou no meio delas’ (Mateus 18,20). E continuamos a fazer as orações noturnas, incluindo o pedido da cura da Miriam por intercessão de Ginetta.
O tempo foi passando e eu fui percebendo que ela estava melhorando. Chegou o dia da cirurgia e o médico a estava aguardando. Quando ela entrou na sala, o médico observou-a de longe, depois examinou-a atentamente e, a certa altura, disse: ‘Olha, o que aconteceu com você, eu não sei. Mas uma coisa eu sei: eu não vou fazer mais a sua cirurgia.’ Faz uns quatro anos que isso aconteceu, e de lá pra cá nunca mais ela teve problema. Eu tenho a plena convicção de que ali Jesus realizou um milagre pela intercessão de Ginetta. Foi um fato concreto, temos radiografias, temos também o laudo médico. Isso foi uma grande graça nós conseguimos.

UMA SENHORA: Pela manhã, organizando o dia, vi que deveria pagar algumas dívidas atrasadas, como mensalidades escolares, prestação do carro, totalizando um valor de R$ 1.500,00, mas eu não dispunha dessa quantia. Abrindo minha bolsa, vi a lembrancinha de Ginetta; imediatamente rezei, pedindo a Deus por intercessão dela. No mesmo dia, à tarde, recebi um telefonema de uma cooperativa bancária na qual havia encerrado as atividades há três anos. O gerente disse: "Verificando hoje algumas pendências antigas da Cooperativa, vi que, na época em que você encerrou as atividades, houve um erro de cálculo e faltou você receber R$ 1.500,00. Se você me passar o número de sua conta, posso depositar hoje mesmo". Para mim era a resposta de Deus ao meu pedido, por intercessão de Ginetta.

UM JOVEM: Estava sofrendo por estar desempregado. Decidi entregar a Ginetta essa preocupação, pedindo a ela que intercedesse por mim diante de Deus. Na manhã segunte, encontrei uma mensagem no celular convidando-me para um entrevista para seleção em vista de uma vaga na minha área de trabalho. Concluí que ali havia o dedo de Deus e que com certeza Ginetta não estava fora disso. Dirigi-me ao local da entrevista com muita fé, acreditando que aquela vaga seria minha. Havia outras pessoas interessadas, a entrevista foi difícil, mas procurei transmitir a minha fé através das minhas respostas. Aguardei durante 20 minutos, depois me chamaram: a vaga era minha!

UMA EMPRESÁRIA: "Estava diante de uma situação dfícil, que exigia de mim um posicionamento: ou ceder às prática comuns da economia de mercado ou agir de uma maneira ética e correr o risco da empresa fracassar. Ali me lembrei das inúmeras vezes em que Ginetta dizia: "Deus vence sempre". Posicionei-me de forma ética e perdi o negócio. Novamente fui ao túmulo dela e disse: 'Você me disse para acreditar que Deus vence sempre, mas não foi assim. Após algum tempo ali, conversando com ela, fui experimentando novamente a paz; ela me fazia entender que a lógica de Deus era outra. Dias depois, recebo a proposta de contrato de um grande grupo empresarial, que me disse: "Quero vocês nesta negociação pela postura ética que têm".

"Minha sobrinha passava por uma crise no casamento e o grande desgaste no relacionamento se dava porque eles não conseguiam ter filhos. Quando eles se decidiram pela separação, eu fui até o túmulo de Ginetta e pedi, com a fé que ela me ensinou, a graça da reconstituição daquela família, e que lhes desse um filho. Um mês depois ela estava grávida e hoje a Beatriz tem 8 meses e é motivo de muita alegria para o casal.

UMA UNIVERSITÁRIA: "Na faculdade, encontrei uma colega chorando. A mãe estava doente: sofre de doença de Chagas, fuma muito, o pulmão está tão comprometido que durante a noite tossia muito e vomitava sangue. Naquele momento, conversei em pensamento com Ginetta: 'Cuida da mãe que eu cuido da filha'. Na semana seguinte, dando-me notícias da mãe, ela disse: 'Não sei como, mas, do nada, ela sarou'."

UMA SENHORA: "Uma das minhas irmãs tem um único filho, de um ano e nove meses, e recentemente foi descoberto que ele tem um tumor. Enquanto teve início o período de exames médicos, tomei uma decisão: abandonar em Deus essa situação e rezar, pedindo por intercessão de Ginetta. Chegou o dia da cirurgia, única saída, mas como ele apresentou um quadro infeccioso, foi necessário adiá-la por vinte dias. Quando foram refazer os exames, não encontraram mais nenhum tumor! Devolveram o menino aos pais, que o levaram para casa curado e vive hoje como se nunca tivesse estado doente".

quarta-feira, 11 de março de 2009

HOMENAGEM A GINETTA CALLIARI 2009


No dia 8 de março, dia internacional da mulher, a Mariápolis Ginetta comemorou uma mulher extraordinária: Ginetta Calliari.
A homenagem a ela aconteceu no oitavo ano do seu falecimento e segundo da abertura do seu processo de beatificação.
Estavam presentes 265 pessoas, recebidas com um coquetel. O programa começou com a acolhida, feita pelos coordenadores da Mariápolis: Gehilda Cavalcanti, que expôs o significado deste dia, e Dorival Spatti, que explanou “o que é a Mariápolis Ginetta” aos que aqui vinham pela primeira vez.
A seguir, o prefeito de Vargem Grande Paulista, Roberto Rocha deu uma calorosa saudação a todos, lembrando o desenvolvimento da Mariápolis e a presença do Movimento dos Focolares no município ainda antes que este fosse emancipado.
“A nossa cidade – disse o prefeito – sente-se honrada por ter em seu solo o corpo de Ginetta Calliari. Para os habitantes desta cidade, Ginetta será uma figura a ser imitada; um exemplo de mulher, de coragem e de fé, de cristã autêntica.”
A presença de uma delegação budista da Risho-kosei-kai evidenciou o relacionamento de estima e respeito mútuo que liga o Movimento dos Focolares a esse movimento budista japonês. O Reverendo Nagashima, em nome de todos, expressou sua admiração por Ginetta Calliari e o Movimento que ela representa.
Após dois testemunhos de quem conheceu Ginetta pessoalmente e se sentiu impulsionado por sua força evangélica, o breve programa foi coroado pela beleza de dois números musicais de violão clássico – Bachianinha nº1 de Paulinho Nogueira e Ave Maria de Schubert – executados com agilidade e sentimento pelo músico Rodrigo Domingues, professor da Escola municipal de Música de Vargem Grande, que já passou pelo conservatório de Tatuí, pelo Conservatório Bethoveen, atualmente bacharelando da UNESP.
A conclusão desse momento foi na igreja da Mariápolis, com a missa celebrada por D. Ercílio Turco, o bispo da diocese onde se encontra a Mariápolis Ginetta. Outros testemunhos evidenciaram a força evangélica com a qual Ginetta conduziu sua vida e influenciou tantas outras.
A missa foi concelebrada por alguns sacerdotes, dentre os quais os membros da Comissão Teológica do Processo, Pe. Tiago e Pe. Gilvan.
Esteve presente também a Prof. Rosa Maria Ayter, da Comissão Histórica.
O Boletim nº2 da Causa de beatificação e canonização de Ginetta Calliari foi recebido com entusiasmo, permitindo a todos acompanharem o andamento do processo e principalmente aproximarem-se ainda mais da vida de Ginetta, que deixou um rastro de luz que ilumina muitos de nós ainda hoje.

terça-feira, 10 de março de 2009

Andamento do Processo de Beatificação de Ginetta Calliari

Decorridos dois anos da abertura da causa de beatificação de Ginetta Calliari, temos contemplado quanto a lembrança dela está viva em muitos corações.
Seu túmulo recebe visitas diariamente. Muitas pessoas vão lá pedir, por sua intercessão, as graças de que precisam ou, simplesmente, "conversar" com ela e refletir sobre o exemplo de fé inabalável que ela deixou com sua vida.
Tudo isso remete-nos às palavras de Chiara anunciando sua morte aos membros do Movimento dos Focolares no mundo inteiro:
"Agradeçamos a Deus por nos tê-la dado; agradeçamos a Ele por tê-la levado ao Céu, à nossa repleta e maravilhosa Mariápolis Celeste! [...] Agora Ginetta está presente não só no Brasil. Está com todos nós, no mundo inteiro".