segunda-feira, 25 de maio de 2009

MEMORIAL GINETTA CALLIARI


A primeira casa da Mariápolis, onde Ginetta viveu quando ali chegou, em 1969, abriga atualmente o “Memorial Ginetta Calliari”, que foi inaugurado por ocasião do Simpósio de 8 de março de 2008.


Não poderia haver lugar mais signifi-cativo para um Memorial de Ginetta, onde fossem recolhidas suas fotos, escritos e objetos que lhe pertenceram – poucos, na verdade, uma vez que, na espiritualidade do Movimento, a comunhão dos bens materiais impele a doar continuamente aos irmãos o que eventualmente se tem a mais.

Já passaram por ali mais de duas mil pessoas.

Entre elas assinalamos um grupo de bispos, um grupo de gen4 (as crianças do Movimento dos Focolares) e Eli Folonari, focolarina que viveu ao lado de Chiara por mais de cinqüenta anos.

Eli deixou um registro no livro de visitas: “Que Ginetta, do Céu, nos transmita sua decisão de viver o Evangelho com fé e sua unidade fiel a Chiara, para construir e desenvolver a Obra de Maria! Obrigada, Ginetta”.

terça-feira, 19 de maio de 2009

DVD de Ginetta Calliari

Trecho de uma palestra de Ginetta Calliari proferida no Centro Mariápolis, local de encontros e congressos da Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista, SP, Brasil

video

Contato para adquirir este dvd:cginetta@terra.com.br

segunda-feira, 18 de maio de 2009

GISELLA CALLIARI - irmã mais nova de Ginetta

(Foto: Gisella e Ginetta)

Mariápolis Araceli, 10 de março de 2001

Minha irmã Ginetta, que era mais velha do que eu dois anos, nasceu em Trento, em 15 de outubro de 1918, numa família correta, sadia e de fé profunda.
Desde pequenas, éramos muito unidas, inclusive nas travessuras de criança.
Mais tarde, conseguimos juntas um emprego numa empresa perto de Veneza, cujos proprietários nos consideravam filhas e cogitavam fazer-nos, um dia, herdeiras de tudo.
Recordo, daquele tempo, nosso sofrimento quando constatamos as desigualdades sociais em relação aos camponeses e aos empregados.
Um dia, recebemos um cartão postal de uma amiga de Trento que falava de Deus como aquele que vale mais do que tudo. Foi como um chamado de Dele. Decidimos deixar tudo (preparando-nos às escondidas, para que não nos impedissem) e voltamos a Trento. Alguns dias depois, as bombas interromperam aquela estrada...
Na primavera de 1944, aconteceu nosso encontro com Chiara. Nossa adesão foi imediata e total. Ginetta logo ficou com Chiara no primeiro focolare, da praça Cappuccini.
Mais tarde, em 1948, quando Chiara foi para Roma, ela confiou Trento a Ginetta, De lá, o Ideal se espalhou pelas cidades vizinhas: Veneza, Pádua; em seguida, Milão, Turim e todo o norte da Itália.
Ginetta ia a essas cidades, amava, falava e conquistava pessoas; surgiam focolarinas, focolarinos, comunidades inteiras.
Chiara recorda o nascimento da primeira comunhão dos bens, ainda na comunidade de Trento

quinta-feira, 14 de maio de 2009

LIVIA CALLIARI - irmã mais velha de Ginetta

(Foto: Ginetta com suas duas irmãs, Livia e Gisella)

Depoimento realizado em Trento, no dia 2 de agosto de 2004

A lembrança que tenho de minha irmã Ginetta é que, desde pequena, ela era sensível à religião, e nossa mãe ficava orgulhosa de a filha se assemelhar tanto a ela. Descobri que Ginetta, quando tinha 14-15 anos, usava cilício, e pedi explicações. Ela respondeu que era uma coisa que dizia respeito somente a ela! Lembro-me de que era exata em tudo, e as coisas tinham de ser como ela dizia. Era inteligente e, no estudo, tirava sempre notas boas. Depois de seu encontro com Chiara, ela mudou muito: era mais ordenada, obediente, dócil e sempre disposta a ajudar.
No início, nossa mãe não ficou nada feliz e tinha muitas dúvidas a respeito das escolhas de Ginetta. Na mentalidade dela, uma filha só saía de casa a fim de se casar ou entrar para o convento. Mas, ao ver o novo comportamento da filha e o que era esse novo Movimento nascente, ela entendeu tudo e até dizia que, se tivesse nascido novamente, teria feito o mesmo que Ginetta e Gis (a irmã mais nova, ndt).
Meu relacionamento com Ginetta sempre foi ótimo e baseado na verdade. Às vezes, o jeito dela era tão forte que me intimidava. Mas, ultimamente, quando me encontrava com ela, era ainda mais bonito, era como se ela fizesse uma surpresa após a outra. Tinha uma gentileza toda especial, refinada, no modo de acolher, de servir e de amar com o coração. Era sempre a primeira a chegar, frequentemente com algum presentinho, a cada vez adivinhando aquilo que me deixava contente, e isso me dava uma grande alegria.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Cronologia da vida de Ginetta Calliari

15.10.1918 Nascimento de Ginetta (Luigia) Calliari, em Trento, Itália.
16.06.1933 Morte do pai, Giovanni Calliari.
1944 Entre março e junho, encontro de Ginetta com Chiara Lubich.
1949 Abertura do focolare em Roma: Ginetta substitui Chiara Lubich em Trento.
11.02.1952 Morte da mãe, Fortunata Furlan.
26.10.1959 Partida de Ginetta e outras três focolarinas e quatro focolarinos, de Gênova (Itália) com destino ao Brasil, a fim de abrirem os primeiros focolares no continente americano.
05.11.1959 Desembarque no Recife do primeiro grupo de focolarinas e focolarinos para a abertura dos focolares.
1964 Viagem de Ginetta a São Paulo e abertura do focolare feminino, no bairro do Brás.
1965-1981 Visita de Ginetta a muitas comunidades espalhadas pelo Brasil e abertura de focolares femininos em capitais de vários Estados. .
1966 Início da construção do Centro Mariápolis do Recife.

1969 Início da construção da Mariápolis Araceli (hoje Mariápolis Ginetta, foto abaixo), em Vargem Grande Paulista, onde Ginetta passa a morar.

03.1982 Ginetta sofre um enfarto do miocárdio, tendo que permanecer por um longo período em convalescença.
29.05.1991 Lançamento, por parte de Chiara Lubich, do Projeto Economia de Comunhão, na Mariápolis Araceli.
06. 1996 Ginetta é submetida a uma cirurgia do coração com colocação de pontes de safena
02.1997 Ginetta é submetida a uma cirurgia para colocação de prótese no fêmur por problemas de artrose.

03.05.1998 O “sim dos onze mil”: Ginetta convida os milhares de membros do Movimento reunidos no ginásio do Ibirapuera, São Paulo, a abraçarem Jesus na cruz representado pelo sofrimento da impossibilidade de um encontro deles com Chiara.
07.05.1998 Leitura, por parte de Ginetta, em nome de Chiara Lubich, do discurso sobre “O Movimento dos focolares nos seus aspectos políticos e sociais”, no Congresso Nacional, Brasília.
12.05.1998 Inauguração do Pólo Spartaco, da Economia de Comunhão, durante uma visita de Chiara à Mariápolis Araceli.
26.04.1998 Inauguração da Igreja de Jesus Eucaristia, com a presença de Chiara Lubich, na Mariápolis Araceli.
11-13.06.1999 Reunião do Bureau Internacional da Economia e do Trabalho na Mariápolis Araceli, que contou com a determinante contribuição de Ginetta para sua realização e fundação do Centro de Estudos, Pesquisa e documentação da EdC.
12.11.1999
Visita da Comissão Mista de Combate e Erradicação da Pobreza no Brasil, do Congresso Nacional.
2000 De janeiro a maio Ginetta é hospitalizada três vezes por causa de problemas cardíacos graves, chegando a estar à beira da morte.
08.03.2001 Ginetta conclui sua existência terrena no hospital Sírio Libanês de São Paulo onde foi urgentemente internada, no mesmo dia, por causa de uma repentina nova crise cardíaca. E seu corpo repousa no campo santo da Mariápolis Ginetta.

25.04.2001 Homenagem póstuma a ela da Câmara dos Deputados, Brasília.
2001 Homenagens das Assembléias Legislativas de 11 Estados e das Câmaras Municipais de 10 cidades brasileiras
25.06.2001 A Câmara Municipal de Sorocaba atribuiu a uma via pública o nome de Ginetta Calliari.
26.11.2001 A Câmara Municipal de vargem Grande Paulista oficializa o nome de Mariápolis Ginetta para o bairro onde a comunidade se localiza.
24.04.2002 A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo atribui o nome Ginetta Calliari a um viaduto em Osasco, por iniciativa do deputado Caldini Crespo.
23.04.2004 A Câmara Municipal de São Paulo confere a Ginetta o título de Cidadã Paulistana, in memoriam.